Iniciativa exclusiva para clientes abordou os impactos da geopolítica, economia e transformação regulatória para as organizações nacionais

Confirmando o sucesso da estreia, a F. REGO voltou a promover as “Conversas de Risco”, uma iniciativa exclusiva dirigida a clientes que reuniu no Vinha Boutique Hotel, em Vila Nova de Gaia, mais de uma centena de líderes para uma reflexão aprofundada sobre os principais desafios que definem o atual contexto económico e geopolítico.

Sob o tema “Geopolítica, economia e o que muda para as empresas portuguesas”, o encontro contou com a participação de Miguel Morgado e Sérgio Sousa Pinto, duas das vozes mais influentes do panorama político e mediático nacional, numa conversa centrada nos riscos estruturais que hoje impactam as organizações – da fragmentação geopolítica à pressão regulatória europeia, passando pelos desafios energéticos, tecnológicos e laborais.

Num contexto internacional caracterizado por crescente volatilidade e transformação acelerada, a sessão procurou antecipar tendências e promover uma discussão estratégica sobre os fatores que irão condicionar a competitividade das empresas na próxima década.

Pedro Rego, CEO da F. REGO e administrador do Grupo REGO, afirmou que “a incerteza deixou de ser um fenómeno conjuntural para passar a fazer parte da realidade permanente das organizações. Num ambiente em que os riscos económicos, tecnológicos, energéticos e geopolíticos se cruzam de forma cada vez mais complexa, torna-se essencial criar espaços de reflexão qualificada que ajudem os decisores empresariais a preparar o futuro com maior capacidade de antecipação”, após um evento que contou com a abertura de Sara Rego, também administradora do grupo que adquiriu recentemente a Corbroker, consolidando a sua posição entre os maiores operadores nacionais de corretagem de seguros.

Miguel Morgado, atualmente professor e ensaísta com um vasto percurso político, reiterou a ideia de que a Europa vive atualmente um “choque de realidade”, perante um contexto internacional marcado por crescente instabilidade e perceção de ameaça. “É um erro romantizarmos o passado. A incerteza sempre existiu, mas a Europa habituou-se à ideia de estabilidade permanente. O que mudou foi a perceção europeia do risco: aquilo que antes víamos como imprevisibilidade transformou-se agora numa sensação de ameaça direta. O mundo tornou-se uma fonte de perigos para a Europa”, afirmou, acrescentando que “está em curso um profundo realinhamento da ordem internacional”.

Também Sérgio Sousa Pinto alertou para a transformação estrutural do contexto internacional, considerando que “estamos a entrar num mundo em que o direito foi desacreditado e em que a força volta a impor-se nas relações internacionais”. Para o jurista e ex-eurodeputado, como uma das figuras mais experientes do socialismo democrático português, vive-se “um regresso a uma lógica de caos e fragmentação”, marcada por um crescente sentimento de “cada um por si”, que obriga empresas, instituições e Estados a adaptarem-se a uma nova realidade.

Ao longo de uma mesa-redonda, os oradores analisaram temas como a reorganização da economia mundial em blocos, a posição estratégica de Portugal no mundo, o impacto do protecionismo e das tensões entre os Estados Unidos e a China, a vulnerabilidade energética europeia, os efeitos da excessiva regulação comunitária sobre a competitividade empresarial e os desafios que Portugal enfrenta ao nível da produtividade, retenção de talento e capacidade de resposta do Estado. O debate abordou ainda a crescente centralidade da gestão de risco na liderança empresarial, num período marcado pela aceleração tecnológica, pela inteligência artificial, pela instabilidade dos mercados energéticos e pelo aumento da exposição das organizações a riscos reputacionais e cibernéticos.

Mais do que nunca, as empresas precisam de integrar a gestão de risco como uma componente estratégica das suas decisões. A capacidade de adaptação, antecipação e resiliência será determinante para atravessar um ciclo internacional particularmente desafiante”, acrescentou Pedro Rego.

Esta segunda edição dá continuidade a uma iniciativa lançada em 2025 que contou com a participação de Paulo Portas, ex-Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e Vice-Primeiro-Ministro de Portugal. A F. REGO reforça, assim, o seu posicionamento enquanto parceiro estratégico das empresas, promovendo a partilha de conhecimento, análise de tendências e discussão dos grandes temas que moldam o ambiente económico e empresarial.